Psiu, é série!: A história de Mary Stuart em Reign (primeira temporada)


Preciso falar sobre Reign, essa série que mal conheço e já estou viciada 'pakas'. Comecei assistir Reign por uma lista de relação da Netflix, graças a Downton Abbey, essa série que é um novelão super delicia! Bem, Reign é bem diferente de Downton Abbey. A série tem uma pegada mais juvenil, e quando você começa a ver acha que vai ser aquele triângulo amoroso sem fim e uma enrolação eterna, mas não é que a produção da CW surpreende um pouco? Vem descobrir um pouco mais sobre a não famosinha Reign (SPOILER!)



História:

Eu tinha lido um livrinho sobre a Mary Stuart poucos dias antes de assistir a série e isso acabou me ajudando a deixar mais a fim de ver. Ela é rainha da Escócia e está prometida ao futuro rei da França desde de criança. A primeira temporada toda se passa na corte francesa, onde Mary espera para se casar com Francis e consolidar a aliança entre os países. Os pais de Francis, Henry e Catherine, reis da França e Diane, a amante do rei são peças importantes da corte real. O filho bastardo do rei, Bash, não segue o clichê de ser mal e revoltado. ele na verdade gosta muito do irmão mas acaba se apaixonando por Mary. A principio parece que vai ser um saco não é? Felizmente o rumo é diferente.

Mary também surpreende. Ela parece ser tão bobinha e avulsa, mas ao longo da série se mostra justa e comprometida com seu país, o que é lindo de se ver. Não sabemos se Mary era assim mesmo na vida real, mas na série ela é um expoente de feminismo incrível. A rainha se transforma em uma super mulher quando convence seus súditos, pulando de penhascos (licença de ficção) e tomando tantas decisões. De um alvo frágil, Mary se torna uma presença forte na corte, deixando claro suas condições e suas crenças. Outras 4 meninas estão ligadas a Mary: suas damas de companhia, Lola, Greer, Aayla e Kenna. Cada uma toma caba tomando um caminho diferente e é bem legal que por elas a gente vê outra face da nobreza, não a família real, mas famílias ricas e a busca do casamento perfeito para garantir as riquezas e os direitos das meninas. Kenna se envolve com o rei, enquanto Greer se apaixona por um ajudante da cozinha. Falando das meninas, vamos ressaltar aquele episodio em que Catherine, Mary e as meninas precisam enfrentar uma invasão ao castelo, explicitando a situação delicada das mulheres, mesmo nobres, daquela época.

Mistério e forças da 'escuridão'

Reign explora bastante um lado mais mistico, próprio também dessa época. Venenos mortais, um 'profeta' conselheiro da rainha, 'criaturas estranhas' que nem são tão estranhas assim, e a mata sangreta. Bash acaba sendo o cavaleiro da série, valente e feroz, sem medo de enfrentar as crenças pagãs. O filho bastardo do rei herdou as crenças pagãs da mãe, apesar de ser batizado católico. Em alguns momentos esses mistérios destoam, como aquele imenso drama 'não vou me casar com o Francis e matar ele', mas acho que dar pra relevar. As explicações para as coisas sobrenaturais as vezes saem do contexto e ficamos sem entender. Falta uma lógica mais forte por trás do misticismo, principalmente na segunda temporada.. mas deixamos isso para o próximo post.

Dramas finais:

Depois de enrolar longamente, Mary e Francis acabam se casando, mas o drama final de longe é outro. O rei Henry enlouquece e comete erros viscerais  que comprometem toda a nação. Além de matar amantes e inocentes por nada, declarar guerras, Henry casa sua amante Kenna com o filho bastardo Bash. É uma cena tanto um quanto dramática, mas acaba que a moça teve até uma ótima sorte em vista de suas colegas. Lola acaba se envolvendo com Francis e agora espera um filho bastardo do rei. Greer continua apaixonada por Leith e divida entre um pretendente melhor do que a encomenda e Aayla não dura os primeiros episódios da temporada.
A atitude final de Francis deixa um bom enredo para a segunda temporada, que deve ser mais madura. Francis e Mary, em breve rei e rainha da França e da Escócia, devem lidar com muitos conflitos políticos e matrimoniais, como um filho bastardo. A medida que os personagens crescem, a série fica mais sensível e o enredo muito mais interessante.

A primeira temporada é muito boa e deixa muita expectativa para a próxima. Reign não é a melhor série do mundo, mas sem duvidas, tem muita coisa pra te prender. Não sei até onde os produtores vão manter a história fiel ao que houve com a Mary Stuart, vamos acompanhando..

Mais:
*Os cenários não são os mais incríveis da vida, mas os figurinos... Não deixam nada a desejar!
*A trilha sonora também é uma delicinha, com direito a dança real ao som de Royals.
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